quarta-feira, 8 de outubro de 2014

DOENÇAS MITOCONDRIAIS

uece.jpgUAB( UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL)
Francisco Nasciso Faustino Guedes
Curso: Ciencias Biologicas
Disciplina: Biologia celular
Profº: Alexandre Lopes Andrade

Introdução
As mitocôndrias foram descobertas em meados do século XIX, e, durante décadas, sua existência foi questionada por alguns citologistas. Somente em 1890 foi demonstrada, de modo incontestável, a presença de mitocôndrias no citoplasma celular. O termo “mitocôndria” (do grego, mitos, fio, e condros, cartilagem) surgiu em 1898, possivelmente como referência ao aspecto filamentoso e homogêneo (cartilaginoso) dessas organelas em alguns tipos de células, quando observadas ao microscópio óptico.As doenças mitocondriais apresentam características heterogêneas devido a própria natureza e função da mitocôndria que possui o seu próprio DNA (mtDNA). A disfunção mitocondrial pode afetar um único órgão ou ser uma doença multissistemica, de manifestação na infância ou já na vida adulta, podendo ter uma herança materna ou mendeliana. O diagnostico de uma pessoa com a doença mitocondrial é muito complexo e requer muita atenção com uma investigação de passo a passo com muita atenção ao histórico clinico, exames laboratoriais, neuroimagem e muitas vezes, a biopsia muscular para analise histoquímica, bioquímica e genética. A descoberta das doenças mitocondriais foram de fundamental importância, podendo fazer as alterações bioquímicas, As mitocôndrias são estruturas citoplasmáticas que desempenham funções vitais na produção aeróbica de energia, sendo a única organela das células eucarióticas a possuir DNA próprio, designado DNA mitocondrial (mtDNA). As mitocondriopatias são doenças que ao nível celular se caracterizam por disfunção na produção de energia em forma de adenosina trifosfato (ATP), resultado final da fosforilação oxidativa de glicose, ácidos graxos e aminoácidos pela mitocôndria1. A grande variabilidade na expressão clínica desse grupo de doenças se deve não só às importantes funções metabólicas que a mitocôndria desempenha na vida celular, mas também ao número variável de mitocôndrias nos diferentes tecidos e à sua característica particular de conter seu próprio DNA.


 Desenvolvimento
O surgimento do DNA mitocondrial é também apoiado na teoria da ENDOSSIMBIOTICA, falando que as  células eucarióticas surgiu quando uma procariótica  foi difundida por uma outra célula sem ser digerida por completo. As doenças mitocondriais afetam os GENES que são vistos na mitocôndria.Os defeitos mitocondriais são encontrados em grande variedade de doenças degenerativas do sistema nervoso central (por ex. doença de Parkinson e Alzheimer), no envelhecimento, nas moléstias degenerativas em geral, no diabetes e no câncer. 
As moléstias mitocondriais afetam comumente tecidos que necessitam de alto consumo de energia como o coração, músculo esquelético, rins e glândulas endócrinas. 
Entre manifestações neurológicas de enfermidades mitocondriais, temos ataxia, cefaléia vascular, convulsões, demência, depressão, distonia, episódios apoplexiformes, mielopatia, mioclonia, mioglobinuria recorrente, miopatia, neuropatia, nistagmo, oftalmoplegia, retinopatía pigmentar e surdez. 
Entre manifestações sistêmicas, temos acidose láctica, anemia sideroblástica, baixa estatura, cataratas e opacidades de córnea, diabetes mellitus, disfunção pancreática exócrina, hepatopatia, hiperaldosteronismo, hipogonadismo, hipoparatiroidismo, hipotiroidismo, miocardiopatia, pancitopenia, pseudo-oclusão intestinal, transtornos do sistema de condução do coração e tubulopatias renais. Doenças causadas pela função anormal da mitocôndria, podem ser causadas por mutações, adquiridas ou herdadas no DNA mitocondrial ou nos genes nucleares que codificam os componentes mitocondriais. Podem também ser devidas a uma disfunção adquirida da mitocôndria decorrente de efeitos adversos de drogas, infecções ou outras causas ambientais. Um dos grandes problemas da maternidade para as portadoras da doença é a transmissão do DNA mitocondrial para as futuras gerações. As mitocôndrias defeituosas são transmitidas pelo óvulo na formação do bebê e podem gerar uma miríade de doenças de origem mitocondrial, inclusive diferentes e mais graves do que é a doença vivida pela a mãe.

Considerações Finais
As mitocôndrias são responsáveis pela geração da maior parte da energia útil derivada da quebra de lipídeos e carboidratos, que são convertidos em ATP pelo processo de fosforilação oxidativa. Sendo assim, elas tem função impar na nutrição da célula bem como na geração de energia para as atividades metabólicas.
As mitocôndrias diferem das outras organelas não somente do ponto de vista funcional como também no seu mecanismo de formação.
É importante salientar que os seres aeróbicos, isto é, que utilizam oxigênio em seu processo respiratório, realizam a degradação das moléculas orgânicas em duas etapas. A primeira dá-se no hialoplasma, sem a participação do oxigênio. Já a segunda ocorre com a presença de oxigênio no interior de organelas citoplasmáticas bastante especializadas, as mitocôndrias, que são verdadeiras usinas de energia, onde a matéria orgânica é processada para fornecer a energia química acumulada ao metabolismo celular. Portanto, quanto maior a atividade metabólica da célula maior o número de mitocôndrias. O conjunto de mitocôndrias numa célula chama-se condrioma.
Estudos recentes vem demonstrando a importância funcional da membrana mitocondrial interna. Falhas na permeabilidade seletiva dessa membrana podem levar as células à morte, originando diversas doenças. É por esta razão que tais organelas tem atraído de forma significativa a atenção de pesquisadores e cientistas, verificando assim sua grande importância.

REFERENCIAS

DOENÇAS MITOCONDRIAIS

uece.jpgUAB( UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL)
Francisco Nasciso Faustino Guedes
Curso: Ciencias Biologicas
Disciplina: Biologia celular
Profº: Alexandre Lopes Andrade

Introdução
As mitocôndrias foram descobertas em meados do século XIX, e, durante décadas, sua existência foi questionada por alguns citologistas. Somente em 1890 foi demonstrada, de modo incontestável, a presença de mitocôndrias no citoplasma celular. O termo “mitocôndria” (do grego, mitos, fio, e condros, cartilagem) surgiu em 1898, possivelmente como referência ao aspecto filamentoso e homogêneo (cartilaginoso) dessas organelas em alguns tipos de células, quando observadas ao microscópio óptico.As doenças mitocondriais apresentam características heterogêneas devido a própria natureza e função da mitocôndria que possui o seu próprio DNA (mtDNA). A disfunção mitocondrial pode afetar um único órgão ou ser uma doença multissistemica, de manifestação na infância ou já na vida adulta, podendo ter uma herança materna ou mendeliana. O diagnostico de uma pessoa com a doença mitocondrial é muito complexo e requer muita atenção com uma investigação de passo a passo com muita atenção ao histórico clinico, exames laboratoriais, neuroimagem e muitas vezes, a biopsia muscular para analise histoquímica, bioquímica e genética. A descoberta das doenças mitocondriais foram de fundamental importância, podendo fazer as alterações bioquímicas, As mitocôndrias são estruturas citoplasmáticas que desempenham funções vitais na produção aeróbica de energia, sendo a única organela das células eucarióticas a possuir DNA próprio, designado DNA mitocondrial (mtDNA). As mitocondriopatias são doenças que ao nível celular se caracterizam por disfunção na produção de energia em forma de adenosina trifosfato (ATP), resultado final da fosforilação oxidativa de glicose, ácidos graxos e aminoácidos pela mitocôndria1. A grande variabilidade na expressão clínica desse grupo de doenças se deve não só às importantes funções metabólicas que a mitocôndria desempenha na vida celular, mas também ao número variável de mitocôndrias nos diferentes tecidos e à sua característica particular de conter seu próprio DNA.


 Desenvolvimento
O surgimento do DNA mitocondrial é também apoiado na teoria da ENDOSSIMBIOTICA, falando que as  células eucarióticas surgiu quando uma procariótica  foi difundida por uma outra célula sem ser digerida por completo. As doenças mitocondriais afetam os GENES que são vistos na mitocôndria.Os defeitos mitocondriais são encontrados em grande variedade de doenças degenerativas do sistema nervoso central (por ex. doença de Parkinson e Alzheimer), no envelhecimento, nas moléstias degenerativas em geral, no diabetes e no câncer. 
As moléstias mitocondriais afetam comumente tecidos que necessitam de alto consumo de energia como o coração, músculo esquelético, rins e glândulas endócrinas. 
Entre manifestações neurológicas de enfermidades mitocondriais, temos ataxia, cefaléia vascular, convulsões, demência, depressão, distonia, episódios apoplexiformes, mielopatia, mioclonia, mioglobinuria recorrente, miopatia, neuropatia, nistagmo, oftalmoplegia, retinopatía pigmentar e surdez. 
Entre manifestações sistêmicas, temos acidose láctica, anemia sideroblástica, baixa estatura, cataratas e opacidades de córnea, diabetes mellitus, disfunção pancreática exócrina, hepatopatia, hiperaldosteronismo, hipogonadismo, hipoparatiroidismo, hipotiroidismo, miocardiopatia, pancitopenia, pseudo-oclusão intestinal, transtornos do sistema de condução do coração e tubulopatias renais. Doenças causadas pela função anormal da mitocôndria, podem ser causadas por mutações, adquiridas ou herdadas no DNA mitocondrial ou nos genes nucleares que codificam os componentes mitocondriais. Podem também ser devidas a uma disfunção adquirida da mitocôndria decorrente de efeitos adversos de drogas, infecções ou outras causas ambientais. Um dos grandes problemas da maternidade para as portadoras da doença é a transmissão do DNA mitocondrial para as futuras gerações. As mitocôndrias defeituosas são transmitidas pelo óvulo na formação do bebê e podem gerar uma miríade de doenças de origem mitocondrial, inclusive diferentes e mais graves do que é a doença vivida pela a mãe.

Considerações Finais
As mitocôndrias são responsáveis pela geração da maior parte da energia útil derivada da quebra de lipídeos e carboidratos, que são convertidos em ATP pelo processo de fosforilação oxidativa. Sendo assim, elas tem função impar na nutrição da célula bem como na geração de energia para as atividades metabólicas.
As mitocôndrias diferem das outras organelas não somente do ponto de vista funcional como também no seu mecanismo de formação.
É importante salientar que os seres aeróbicos, isto é, que utilizam oxigênio em seu processo respiratório, realizam a degradação das moléculas orgânicas em duas etapas. A primeira dá-se no hialoplasma, sem a participação do oxigênio. Já a segunda ocorre com a presença de oxigênio no interior de organelas citoplasmáticas bastante especializadas, as mitocôndrias, que são verdadeiras usinas de energia, onde a matéria orgânica é processada para fornecer a energia química acumulada ao metabolismo celular. Portanto, quanto maior a atividade metabólica da célula maior o número de mitocôndrias. O conjunto de mitocôndrias numa célula chama-se condrioma.
Estudos recentes vem demonstrando a importância funcional da membrana mitocondrial interna. Falhas na permeabilidade seletiva dessa membrana podem levar as células à morte, originando diversas doenças. É por esta razão que tais organelas tem atraído de forma significativa a atenção de pesquisadores e cientistas, verificando assim sua grande importância.

REFERENCIAS