domingo, 26 de fevereiro de 2012
NA LITERATURA LATINO-AMERICANA
GRANDE HOMENAGEM QUE PABLO NERUDA FAZ À ESSE HOMEM QUE TANTO LUTOU EM DEFESA DA LIBERDADE "CASTRO ALVES" REVERENCIADO POR NERUDA POR TER CANTADO ÀQUELES QUE NÃO TINHAM VOZ: "OS ESCRAVOS"
Portanto termina o poeta Chileno:
"TUA VOZ UNIU-SE À ETERNA E ALTA VOZ DOS HOMENS. CANTASTE BEM. CANTASTE COMO SE DEVE CANTAR".
Portanto termina o poeta Chileno:
"TUA VOZ UNIU-SE À ETERNA E ALTA VOZ DOS HOMENS. CANTASTE BEM. CANTASTE COMO SE DEVE CANTAR".
Antônio Frederico de Castro Alves
Nasceu na fazenda Cabaceiras, a sete léguas (42 km) da vila de Nossa Senhora da Conceição de "Curralinho", hoje Castro Alves, no estado da Bahia. Suas poesias ficaram conhecida e marcadas pela a luta contra à escravidão, motivo esse que o deixou conhecido como "Poeta Castro Alves" O mais inspirado poeta condoreiro.
SUAS OBRAS MAIS CONHECIDAS:
transição entre o Romantismo e o parnasianismo, literatura brasileira no século XIX,
SUAS OBRAS MAIS CONHECIDAS:
- Espumas Flutuantes, 1870
- A Cachoeira de Paulo Afonso, 1876
- Hinos do Equador, em edição de suas Obras Completas (1921)
- Tragédia no Mar
- O Navio Negreiro, 1869
AS DUAS FLORES
São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
... Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!
São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
... Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!
Castro Alves
transição entre o Romantismo e o parnasianismo, literatura brasileira no século XIX,
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